Construído entre 1948 e 1955, Aeroporto de Congonhas mistura art déco e arquitetura moderna

Fachada do Aeroporto de Congonhas/Guia de Bens Culturais da Cidade de São Paulo

Fachada do Aeroporto de Congonhas/Guia de Bens Culturais da Cidade de São Paulo

por André Braga

Após a enchente de 1929 em São Paulo, que atingiu o Campo de Marte, surgiu a necessidade de mudar o aeroporto paulistano de lugar. O Campo Belo, na zona sul, foi escolhido por seus terrenos planos, boas condições de ventos e por ser, na época, afastada do centro urbano.

A construção do terminal de passageiros começou em 1948, e seu projeto passou por mudanças conforme a ideia do aeroporto amadurecia. Assim, em 1955, quando Congonhas foi inaugurado, seu complexo misturava o art déco (visível na inspiração naval, como nas janelas que imitam escotilhas) com o moderno (expresso nas janelas em fita, por exemplo).

Seus ambientes principais são grandiosos, e seu saguão central possui uma diversidade de materiais construtivos. Um de seus salões, o Pavilhão de Autoridades, foi todo concebido para receber passageiros ilustres: tem jardins internos e obras de Monet, além de painéis de Di Cavalcanti e Clóvis Graciano.

Havia no aeroporto um concorrido restaurante e um salão de festas muito usado para bailes de formatura. Na época tornou-se um hábito ir até Congonhas para admirar os aviões depois de tomar um cafezinho nos bares do saguão central.

Saguão do Aeroporto de Congonhas/Eduardo Hansen/OFS
Saguão do Aeroporto de Congonhas/Eduardo Hansen/OFS

SERVIÇO:
Aeroporto de Congonhas
Avenida Washington Luís, s/n. Vila Congonhas – São Paulo