Arquiteto Mauro Pereira, chefe da Seção de Crítica e Tombamento, atua há 20 anos no DPH

QS-Mauro

Mauro Pereira de Paula Júnior é o atual chefe da Seção de Crítica e Tombamento, onde trabalha há mais de 20 anos. Formado em Arquitetura pela Universidade de Guarulhos, entrou para o Departamento do Patrimônio Histórico no começo da década de 1990.

Em 1997, participou, como representante do DPH, da equipe multidisciplinar que tinha o objetivo de definir propostas de restauro para cidades históricas cubanas, organizada pela “Oficina del Conservador de la Ciudad de Trinidad y el Valle de los Ingenios”, para posterior captação de recursos.

A Seção de Crítica e Tombamento é responsável por pesquisar, estudar e documentar os bens culturais da cidade de São Paulo. Para os mais significativos propõe-se o estudo de tombamento, quando o bem será analisado em maior profundidade. Não apenas por trabalhos internos do DPH surgem os processos de tombamento. Os pedidos também podem ser formulados pelos munícipes.

A função de Mauro é coordenar os trabalhos de inventário e estudos de tombamento, além de participar de obras de restauros orientadas ou fiscalizadas pelo DPH, como o da Estação da Luz, do edifício Central dos Correios, do interior do Mosteiro da Luz e da Capela do Cristo Operário.

Qual é o seu patrimônio ou monumento preferido na cidade de São Paulo?
A Estação da Luz, por seu significado histórico, arquitetônico e urbano. Considero seu restauro um dos trabalhos mais importantes de que participei aqui no DPH.

De qual bairro você mais gosta?
Bom Retiro. O bairro tem uma diversidade de uso e uma arquitetura que permite melhor relação entre o indivíduo e a cidade.

Onde você se diverte?
Fora de São Paulo. Gosto de tratar a cidade com um olhar profissional.

Qual é a sua primeira memória da cidade?
O Banco do Estado de São Paulo (Edifício Altino Arantes, antigo Banespa). Dentro de um contexto de geração, esse era um símbolo muito forte, que indicava o intenso desenvolvimento da cidade.

O que você quer para São Paulo daqui a 10 anos?
Que a população entenda melhor sua história, especialmente a relevância do centro histórico.