Parte do Convênio Escolar, grande projeto em arquitetura moderna, Teatro Paulo Eiró reabre hoje

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Fachada do Teatro Paulo Eiró/Cesar Ogata/SECOM

por Amanda Ferrarese

O Teatro Paulo Eiró, em Santo Amaro, foi reaberto hoje (23) depois de quase um ano fechado, exatamente no dia em que completa 60 anos.

O imóvel em arquitetura moderna, tombado pelo Conpresp, foi produzido dentro de um grande programa de construção de equipamentos públicos dos anos 1940 e 1950 chamado Convênio Escolar. A parceria entre a Prefeitura Municipal de São Paulo e o Governo do Estado resultou em uma série de escolas, teatros, bibliotecas, além do planetário do Ibirapuera. A iniciativa buscava suprir a carência de escolas públicas e oferecer espaços culturais aos moradores dos bairros.

Os edifícios construídos para o convênio foram pensados a partir das ideias do pedagogo Anísio Teixeira. Possuíam algumas características comuns, como a forte relação entre a construção e a natureza. Por isso, os espaços eram amplos e integrados, e o dimensionamento adequado às medidas das crianças.

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Vista lateral do Teatro Paulo Eiró/”São Paulo – Cidade e Arquitetura – Um Guia”/Divulgação

O nome do teatro que faz aniversário hoje foi dado em homenagem ao poeta e dramaturgo Paulo Eiró, natural de Santo Amaro. Além de sua relevância cultural para o bairro, esse edifício é considerado um marco da arquitetura moderna paulista.

O teatro, projetado pelo arquiteto Roberto Tibau, é um projeto tipo, ou seja, um projeto que pode se adequar a diversos terrenos. Tanto que outros teatros do Convênio Escolar, como o João Caetano e o Arthur Azevedo, são praticamente iguais a ele.

Teatro Arthur Azevedo, nota-se a fachada praticamente igual a do Paulo Eiró/1970/Máximo/Acervo PMSP

Na fachada do Teatro Paulo Eiró, de linguagem moderna, é possível visualizar sete módulos marcados por colunas. Essa marcação confere ritmo e verticalidade ao teatro. O térreo do edifício é todo de vidro e recuado em relação à estrutura, passando sensação de leveza e transparência a quem o vê da rua. Os elementos vazados (também chamados cobogós) protegem o interior do edifício da luz solar.

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Foyer do Teatro Paulo Eiró; Os cobogós amenizam a entrada de luz solar/Laís Tescari/”São Paulo – Cidade e Arquitetura – Um Guia”/Divulgação

Em frente ao teatro há um painel do escultor Júlio Guerra, que projetou a famosa estátua de Borba Gato, implantada também em Santo Amaro. O mosaico em concreto armado de dezoito metros de largura por cinco metros de altura é uma homenagem a Paulo Eiró.

Após nove meses de reforma para a modernização de instalações, o teatro foi reaberto hoje, quinta (23), com apresentação da Orquestra Filarmônica de Santo Amaro (Ofisa). Na nova programação, a peça “O Pai”, com Fúlvio Stefanini e direção de seu filho, Léo Stefanini. Fica em cartaz no teatro a partir desta sexta (24) até 9 de abril.  

 

PROGRAMAÇÃO:

Orquestra Filarmônica de Santo Amaro

Data: 23/03/2017

Horário: 20h30min

Entrada gratuita (distribuição dos ingressos com 1h de antecedência)

Classificação: Livre

Endereço: avenida Adolfo Pinheiro, 765

 

O Pai

Data: 24/03/17 a 09/04/17

Horário: sexta e sábado 20h. Domingo às 19h

Preço: R$30(inteira) R$15(meia)

Classificação: 12 anos

Endereço: avenida Adolfo Pinheiro, 765