Paula Nishida, arqueóloga e diretora do Centro de Arqueologia de São Paulo

QS-Paula

Paula Nishida é diretora do Centro de Arqueologia de São Paulo e trabalha no DPH há seis anos. A arqueóloga é formada em História pela PUC/SP (1996), com mestrado e doutorado em Arqueologia pelo MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia). Paula atua na área desde o primeiro estágio, ainda na faculdade. A partir de 2008 começou a trabalhar com a arqueologia urbana de São Paulo.

Em 2010 entrou no DPH para coordenar o Centro de Arqueologia. Entre suas principais tarefas estava organizar as coleções das escavações dos anos 1980 que resultaram de um programa do Museu Paulista com a arqueóloga Margarida Andreatta, em que casas históricas foram escavadas para auxiliar o restauro.

Como diretora do Centro de Arqueologia, Paula desenvolve pesquisas, zela pela preservação do patrimônio e faz a mediação entre a academia, as demandas da cidade e as questões urbanas.

A sede do Centro de Arqueologia fica no Sítio Morrinhos, um conjunto arquitetônico que integra o Museu da Cidade. Para Paula, o local surpreende por conciliar um bem patrimonial com a cidade, mantendo a ambiência do século 19 e trazendo para a realidade as memórias daquele período.

Qual é o seu patrimônio ou monumento preferido da cidade de São Paulo?
Para o arqueólogo a cidade é o grande artefato. São Paulo é uma cidade difícil e que deve ser explorada, ela proporciona uma descoberta nova a cada dia. Por isso, não é fácil escolher e ver um monumento de forma fragmentada.

De qual bairro você mais gosta?
A Mooca, por ser o bairro onde nasci e pela presença das fábricas que resgatam uma memória afetiva importante, como as brincadeiras da infância e tradições como o cannoli no jogo do Juventus. E também o Jardim Previdência, que representa o que eu gostaria que a cidade fosse: mais praças, menos prédios e uma vizinhança acolhedora.

Qual é a sua primeira memória da cidade?
As árvores da estrada e as casas da periferia, que é o que eu começava a ver de São Paulo quando voltava de viagem com meus pais no banco de trás do carro.

O que você quer para São Paulo daqui a 10 anos?
Eu desejo uma cidade que saiba introduzir o patrimônio no seu cotidiano de forma espontânea e democrática.