Região da Sé: a origem da cidade

Vista do Pátio do Colégio em 1887. A fonte, em primeiro plano, foi demolida em 1932/Militão/Acervo Digital da Prefeitura de São Paulo

Vista do Pátio do Colégio, em 1887, quando o edifício do Colégio era a sede do Governo. Note os elementos neoclássicos na fachada/Acervo PMSP/Militão Azevedo

O povoado de São Paulo de Piratininga nasceu onde hoje é o Pátio do Colégio, lugar em que um grupo de jesuítas, liderado pelo padre Manuel da Nóbrega, construiu uma cabana para catequizar os índios da região. Por ser um planalto com campos e várzeas após a íngreme Serra do Mar, o lugar de fundação da cidade oferecia uma posição estratégica. Dali se enxergava toda a região e era possível notar a movimentação de inimigos. Além disso, estava próximo dos rios Tietê e Tamanduateí, fontes de alimento e transporte.

Essas vantagens de localização fizeram da pequena vila um importante entreposto para viajantes que vinham do litoral em direção ao interior e sul do país, os sertões. Mas seu destino como metrópole ainda esperaria três séculos para se concretizar. Só ocorreria com os recursos econômicos vindos da exploração do açúcar e, principalmente, do café no interior do Estado, que permitiu o estabelecimento de indústrias e de um comércio intenso na cidade.

A partir do Colégio se formou o núcleo inicial de São Paulo, que ficaria limitado, por quase três séculos, ao chamado “Triângulo Histórico”, cujos vértices eram definidos pela Igreja de Nossa Senhora do Carmo, pela Igreja de São Bento e pela Igreja de São Francisco de Assis da Venerável Ordem dos Frades Menores. Na frente dessas três igrejas se desenvolveram largos que abrigavam atividades comerciais, religiosas e educacionais.

Um dos locais mais antigos da ocupação de São Paulo é o Largo de São Bento, onde uma primeira capela foi construída em 1598. Em 1660 já havia se formado um largo em seus arredores, e os monges beneditinos pediram autorização para a construção de um mosteiro. No início do século 20 as antigas construções foram demolidas e foram erguidos a igreja e o mosteiro que vemos lá hoje.

largo sao bento_gaenslyLargo São Bento/ Acervo PMSP/ Guilherme Gaensly

Em outra ponta do triângulo fica o conjunto religioso formado pela Igreja de São Francisco de Assis e pela Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco, que existe desde 1647. O primeiro curso superior da cidade, a tradicional Faculdade de Direito, foi fundado muito depois, em 1827, e ocupou o prédio do Convento, trazendo estudantes que mudariam a rotina da pequena cidade.

Mais tarde, em 1932, o antigo convento franciscano foi demolido para a construção do novo prédio da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, com uma arquitetura neocolonial cuja fachada mistura elementos clássicos e coloniais. Outra importante instituição de ensino localizada no largo é a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), a primeira escola de contabilidade do Brasil, em funcionamento desde 1902. Este edifício é um dos poucos do estilo art nouveau que resistiram ao tempo. 

largo sao francisco_sebastiao ferreiraEdificações do Largo São Francisco/Acervo PMSP/ Sebastião Ferreira

Por fim, no terceiro vértice do triângulo histórico, ao lado de onde é hoje o Poupatempo da Sé, está a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo. Erguida por volta de 1750, é um dos poucos edifícios coloniais que restaram na cidade. Sua fachada é original, mas as laterais foram modificadas devido ao alargamento e reconfiguração de vias de seu entorno. Abriga importante acervo do período colonial, como o altar rococó e pinturas de Frei Jesuíno do Monte Carmelo. Bem perto dela, também em estilo barroco colonial e taipa, há a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, de 1810.

convento nossa senhora do carmo_militao azevedo_1874Convento Nossa Senhora do Carmo em 1874/ Acervo PMSP/ Militão Azevedo

O casario da cidade se concentrava no interior do triângulo. A maior parte foi demolida. Um exemplo de edificação residencial que permaneceu (com modificações) é o Solar da Marquesa de Santos, ao lado do Pátio do Colégio. Especula-se que o imóvel seja resultado da junção de duas casas de taipa de pilão erguidas em meados do século 18. A marquesa foi sua proprietária no século seguinte, entre 1834 e 1867. Após sua morte, o local abrigou o Palácio Episcopal da Mitra Diocesana e, mais tarde, a São Paulo Gás Company. Até que, em 1967, passou a ser propriedade da prefeitura e atualmente é a sede Museu da Cidade de São Paulo, composto por outros 13 imóveis. Um deles é a Casa nº 1, que fica ao lado do solar e também é do período colonial. Hoje abriga a Casa da Imagem e seu acervo iconográfico de 84 mil fotografias.

solar da marquesa_edison pacheco caquinoSolar da Marquesa e Beco do Pinto/ Acervo PMSP/ Edison Pacheco Aquino

As edificações coloniais do Colégio jesuítico também foram demolidas, e o que se pode ver no Pátio hoje são réplicas, construídas nos anos 1970. Após fundarem a vila de Piratininga, os jesuítas foram expulsos de São Paulo em duas ocasiões. A primeira em 1640, por defenderem a liberdade dos índios, e a segunda em 1760, quando foram acusados de conspirar contra o rei de Portugal. Nesta última, o colégio foi entregue à Coroa Portuguesa e transformado em sede do governo de São Paulo.

Na segunda metade e final do século 19, o conjunto do Colégio passou por reformas e sua fachada foi se adequando ao estilo neoclássico. O mesmo aconteceu com a torre da igreja original. Demolida após arruinamento, foi transformada pelo arquiteto Ramos de Azevedo num torreão ao gosto eclético, formando um conjunto harmônico com o Palácio do Governo e os edifícios vizinhos das Secretarias.  Durante as comemorações do IV Centenário de São Paulo, em 1954, as edificações foram cedidas para a Sociedade Brasileira de Educação, um braço da Companhia de Jesus, que decidiu reconstruir o colégio e a Igreja do Bom Jesus.

obras no pateo do colegio_waldemir limaReconstrução do Pátio do Colégio na década de 1970/ Acervo PMSP/ Waldemir Lima

Para autores como Roberto Pompeu de Toledo, um dos motivos de a cidade não ter se desenvolvido tão rapidamente como o Rio de Janeiro e Salvador foi o desejo de seus habitantes de manter autonomia em relação à Coroa Portuguesa. São Paulo serviu como entreposto comercial e local de partida para viagens bandeiristas por séculos. Com o enfraquecimento das expedições e o início do ciclo do ouro em Minas Gerais, durante o século 18, sua importância estratégica diminuiu.

Embora tenha se tornado a capital da província em 1815, até então era uma cidade de hábitos caipiras e mão de obra escassa. Nesse momento, São Paulo ainda estava restrita à área do triângulo histórico e a uma esparsa ocupação para além do rio Anhangabaú. Para contornar a dificuldade de transpor o rio, a solução foi direcionar o crescimento no sentido oposto, para a região hoje conhecida como Liberdade.

"Mapa da Cidade de São Paulo e seus Subúrbios", elaborado no século 19
“Mapa da Cidade de São Paulo e seus Subúrbios”, elaborado no século 19/ Note o “Triângulo Histórico”, em vermelho, e o círculo ao redor da região da Liberdade

Pelo atual bairro da Liberdade, mais especificamente pela rua da Glória, passava o Caminho de Santos, o mais antigo de São Paulo, usado pelos portugueses para vencer a Serra do Mar. Partindo do Pátio do Colégio em direção a rua da Glória, seguia para onde estão hoje os bairros do Cambuci e Ipiranga, até chegar no limite com a serra.

A ocupação da Liberdade também remonta a um período controverso da história, pois ali ficavam o pelourinho e a forca, onde escravos e criminosos eram torturados e enforcados. Lá se estabeleceu um dos primeiros cemitérios da cidade, o Cemitério dos Aflitos, que funcionou de 1775 até 1858 (o hábito colonial era sepultar os mortos nas igrejas). Junto ao cemitério havia a Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, com sua arquitetura colonial, apesar de ter sofrido algumas modificações. Mais tarde, a partir de 1908, essa região passou a acolher os primeiros imigrantes japoneses, que se instalaram lá graças aos baixos preços das moradias.

A produção de café no interior paulista impulsionou o crescimento e a importância política de São Paulo a partir do século 19. Algumas edificações, como a Estação da Luz, de 1867, marcam esse momento. A velocidade de conexão da cidade com o porto de Santos e com o interior do Estado, permitida pela nova estação, reforçou a posição estratégica de São Paulo e permitiu que os ricos cafeicultores paulistas  pudessem dividir seu tempo entre as fazendas e os palacetes construídos em novos bairros paulistanos, como Campos Elíseos e Higienópolis.

No mesmo período, chegaram os primeiros imigrantes europeus, vindos para substituir a mão de obra escrava nas lavouras de café. Uma pequena parte desses imigrantes possuía ou constituiu aqui capital suficiente para investir na ainda embrionária indústria brasileira. A partir de então, passou a haver na cidade a coexistência de duas elites: a cafeeira e a industrial. Ambas impactaram na formação do espaço urbano e no estilo de vida paulistano e impulsionaram o comércio e os serviços.  

Nas primeiras décadas do século 20, era no Centro Velho (que corresponde ao distrito da Sé) que as instituições bancárias e do governo estabeleciam suas sedes, principalmente nas ruas São Bento, 15 de Novembro e rua do Comércio (atual rua Álvares Penteado). Um dos primeiros bancos a se instalar foi o London & River Plate Bank, em 1912, com elementos neogóticos ingleses em sua fachada. Talvez o edifício bancário mais conhecido da cidade seja o Altino Arantes, o antigo Banespa, de 1947. Inspirado no Empire State Building, de Nova York, era o mais alto da cidade até a década de 1960, quando foi construído o Mirante do Vale, no Vale do Anhangabaú (Centro).

altino arantes_becherini_1949Edifício Altino Arantes em 1949/ Acervo PMSP/ Aurélio Becherini

As novas atividades comerciais e industriais estimularam o crescimento demográfico e a necessidade da construção de edifícios do governo. Como o Palácio da Justiça, inaugurado em 1933, antes instalado na rua Boa Vista e hoje na praça da Sé. O edifício projetado pelo escritório de Ramos de Azevedo foi inspirado no Palácio da Justiça de Roma, com ornamentos que remetem a símbolos e figuras do judiciário.

O escritório de Ramos de Azevedo projetou a maior parte dos edifícios públicos no início do século 20. Como o duo das antigas Secretarias da Fazenda e Agricultura, erguidas no final do século 17, no Pátio do Colégio. São testemunhas da transformação da paisagem de vila provinciana em centro econômico.

patio do colegio_gaensly_1903Pátio do Colégio em 1903, a direita estão as Secretárias da Fazenda e Agricultura/ Acervo PMSP/ Guilherme Gaensly

Nesse mesmo contexto foram erguidos edifícios como o Guinle, o Sampaio Moreira e o Martinelli, e havia uma espécie de competição de qual seria o prédio mais alto da cidade e que mais expressasse sua modernidade. O Edifício Guinle, de 1916, marca o início da verticalização. Com seus oito andares, precisou de aprovação especial da prefeitura, pois havia dúvidas se o concreto armado utilizado na estrutura suportaria o edifício.

Anos depois, em 1924, o Sampaio Moreira marcaria o skyline da cidade até 1929, quando o edifício Martinelli começou a ser erguido. No térreo do Sampaio Moreira fica a Casa Godinho, de 1924, tradicional empório de secos e molhados que foi o primeiro bem imaterial registrado pelo Conpresp.

sampaio moreira_becheriniSampaio Moreira visto do Vale do Anhangabau/ Acervo PMSP/ Becherini

O Edifício Martinelli tinha 20 andares quando foi inaugurado em 1928. A ideia do conde Giuseppe Martinelli era alcançar 30 pavimentos. A obra acabou embargada, pois na época havia um debate sobre a segurança de se construir prédios tão altos. O edifício ficou limitado a 25 pavimentos, mas o comerciante construiu no topo do prédio sua residência, com cinco andares. Com isso, além de demostrar que a tecnologia do concreto armado era segura, pois morava no edifício, chegou ao objetivo de erguer um prédio de 30 pavimentos. A arquitetura do Martinelli foi marcada pela rica ornamentação e acabamento luxuoso, com escadas de mármore de Carrara e espelhos e papéis de parede belgas.

construcao martinelli_becheriniEdifício Martinelli em construção/ Acervo PMSP/ Becherini

Na virada do século 19 para o 20, a cidade se expandia para além do Centro Velho, e houve a necessidade de transpor o vale do rio Anhangabau. Construiu-se então o primeiro Viaduto do Chá, em 1892, e o Viaduto da Santa Efigênia, em 1913. Os edifícios Matarazzo e Alexandre Mackenzie também marcam a conexão entre o Centro Velho e o Centro Novo.

O edifício Matarazzo foi inaugurado em 1938 para ser a sede do escritório das Indústrias Matarazzo. Desde 2004 é a sede da Prefeitura de São Paulo. Sua aparência se destaca da dos outros edifícios da região, pois segue um estilo neoclássico simplificado, comum aos edifícios italianos da década de 1930. Foi projetado por Marcello Piacentini, arquiteto italiano que concebeu muitas edificações vinculadas ao período fascista italiano. Já o edifício Alexandre Mackenzie, antiga sede da São Paulo Tramway Light and Power Co, fica do lado oposto do viaduto. Foi erguido entre 1915 e 1929, em estilo eclético inspirado nos edifícios corporativos norte americanos.

viaduto do cha_ bj duarteEdifício Matarazzo em construção e Edifício Alexandre Mackenzie/ Acervo PMSP/ BJ Duarte

O Centro Novo teve papel importante nas mudanças culturais e na consolidação de São Paulo como uma cidade moderna e cosmopolita, e o Teatro Municipal é um símbolo desse desejo de ser moderno. Em 1922, abrigou a Semana de Arte Moderna, que promoveu as vanguardas artísticas paulistanas e nomes como o de Mário de Andrade e Tarsila do Amaral. Também foi responsável pela criação de um novo eixo de transformação na cidade, pois nos arredores do Teatro Municipal surgiram estabelecimentos como hotéis luxuosos, cinemas, escolas de arte e comércio. 

theatro municipal_sebastiao ferreiraTeatro Municipal e Praça Ramos de Azevedo/ Acervo PMSP/ Sebastião Ferreira

A partir do século 20 a cidade passa por um processo de expansão e são propostos diversos planos urbanísticos para a região central da cidade. Entre os que foram implantados, os mais conhecidos são os Planos Bouvard, de 1912, e o Plano de Avenidas de Prestes Maia, da década de 1940. O Plano Bouvard propôs os projetos de urbanização e embelezamento do Vale do Anhangabaú e Parque Dom Pedro II. O Plano de Avenidas, por outro lado, foi responsável pela criação de importantes eixos viários como as avenidas Ipiranga, São Luis e Maria Paula, além de permitir a verticalização e a consolidação do Centro Novo como área comercial.

 

Serviço

Pátio do Colégio 
Endereço: Praça Pateo do Collegio, 2
Horário: Terça-feira a domingo, das 9h às 16:30

Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Endereço: Avenida Rangel Pestana, 230
Horário: De segunda a sexta-feira – das 09:00 as 18:00

Igreja de São Bento
Endereço: Largo de São Bento, s/nº – Centro – São Paulo – SP (próximo ao metrô São Bento)
Horário: segunda, terça, quarta e sexta-feira, das 6h até o término da missa das 18h. Sábado e domingo, das 6h às 12h e das 16h às 18h. Quinta-feira a igreja fecha às 8h e reabre às 11h30.
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2016]

Igreja de São Francisco de Assis da Venerável Ordem dos Frades Menores
Endereço: Largo de São Francisco, 133
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco
Endereço: Largo São Francisco, 173
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

Faculdade de Direito do Largo São Francisco
Endereço: Largo São Francisco, 95
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

Escola de Comércio Álvares Penteado
Endereço: Largo São Francisco, 19
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte
Endereço: R. do Carmo, 202

Solar da Marquesa de Santos
Endereço: R. Roberto Símonsen, 136
Horário: Terça-feira a domingo, 9h às 17h
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

Casa Nº 1
Endereço: Rua Roberto Simonsen, 136B
Horário: Terça a Domingo, das 9h às 17h
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

Capela de Nossa Senhora dos Aflitos
Endereço: Rua dos Aflitos, 70 – Traves. Rua dos Estudantes – alt. nº 5
Horário: Segunda a sexta, das 9h às 17h. Finais de semana das 10h às 16h
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

Estação da Luz
Endereço: Praça da Luz, 1
Horário:  todos os dias, das 4h às 24h
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015]

London & River Plate Bank
Endereço: Rua 15 de Novembro, 324 a 326

Edifício Altino Arantes
Endereço: Rua João Brícola, 24

Edifício Mirante do Vale
Endereço: Av: Prestes Maia, 241

Palácio da Justiça
Endereço: R. Onze de Agosto, s/n
Horário: Segunda a sexta, das 12:30 às 19h
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

antigas Secretarias da Fazenda e Agricultura
Endereço: Pátio do Colégio, 148 / 184

Edifício Guinle
Endereço: R. Direita, 49

Edifício Sampaio Moreira
Endereço: R. Líbero Badaró, 340
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

Casa Godinho
Endereço: R. Líbero Badaró, 340
Horário: Segunda a sexta, das 7h às 18:45

Edifício Martinelli
Endereço: R. São Bento, 405
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

Edifício Matarazzo
Endereço: Viaduto do Chá, 15
Horário: visita guiada de segunda a sábado, 10h30, 14h30 e 16h30
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]

Edifício Alexandre Mackenzie
Endereço: Endereço: R. Cel. Xavier de Toledo, 23
Horário: segunda a sexta, das 9 às 22h. Fins de semana das 12h às 18h
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2016]

Teatro Municipal
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/n
[ Participou da Jornada do Patrimônio 2015 e 2016]