Resultados do 8º Patrimônio em Debate: O Potencial dos Museus de Cidade no século 21

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Museu da Imigração/Divulgação

por Claudia Ratti

Pensar um museu que dialoga com toda a cidade, conectando diferentes gerações e histórias. Essa foi a chave do 8º Patrimônio em Debate, que aconteceu na última sexta-feira (13), no Solar da Marquesa de Santos, sede do Museu da Cidade de São Paulo. O evento, promovido pelo DPH, teve como tema “O Potencial dos Museus de Cidade no Século 21” e contou com a presença das museólogas Maria Ignez Mantovani, Manuelina Maria Duarte Cândido e Gegê Leme Joseph.

Maria do Rosário, secretária municipal de Cultura, Nadia Somekh, diretora do DPH e Bia Cavalcanti de Arruda, diretora do Museu da Cidade de São Paulo fizeram a abertura do evento. A importância de refletir sobre o papel dos museus de cidade contemporâneos foi ponto comum na fala de todas.

Maria Ignez começou o debate levantando questões para estimular a discussão: “Que museu falta na cidade de São Paulo? Qual o desafio museológico da cidade? Como dar voz ao cidadão? Quais caminhos ainda não foram percorridos pelos museus?”.

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Maria Ignez, Manuelina e Gegê Leme/Museu da Cidade de SP

A partir disso, analisou o trabalho realizado por alguns museus de São Paulo como o Museu Afro Brasil, Museu da Imigração e Museu da Cidade de São Paulo. A museóloga também falou sobre o uso da internet e das redes sociais e sobre a necessidade de se pensar o museu como um ser polivalente, que dialoga com tudo e todos da cidade.

Em seguida, Manuelina fez uma exposição sobre a necessidade da articulação de museus em redes e plataformas colaborativas, como a Rede de Museus do Brasil. Para ela, é preciso pensar em novos modelos e formas de integrar diferentes tempos e espaços, conectando gerações..

Por fim, Gegê Leme abordou os “museus de cidades invisíveis”, que têm narrativas ocultas em sua história. No caso de São Paulo, é preciso olhar para a história e cultura indígena da cidade, por exemplo. Ela também narrou suas experiências em museus no Rio de Janeiro e na África do Sul, que tem a comunidade local como agentes construtores do espaço e, por isso, neles essas narrativas são lembradas.