Fátima Antunes, técnica da Seção de Levantamento e Pesquisa

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Fátima Antunes é pesquisadora da Seção Técnica de Levantamento e Pesquisa do DPH há mais de 20 anos. Seu trabalho consiste em realizar estudos para embasar processos de tombamento, para subsidiar projetos de restauro de imóveis, fazer estudos para o IGEPAC (Inventário Geral do Patrimônio Ambiental, Cultural e Urbano de São Paulo) e para o Inventário de Obras de Arte em Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo.

Bacharel em Ciências Sociais pela FFLCH-USP (1986), Fátima fez mestrado e doutorado em Sociologia na mesma instituição. Suas teses são “Futebol de fábrica em São Paulo” e “Com brasileiro, não há quem possa: crônicas de futebol e identidade nacional”, onde analisa de que forma as crônicas de futebol serviam como um espaço de debates sobre a identidade nacional entre os anos de 1950 e 1960.

Antes de passar em um concurso para socióloga no DPH, em 1991, a pesquisadora trabalhou na Fundação Carlos Chagas.

Qual é o seu patrimônio ou monumento preferido da cidade de São Paulo?
É difícil escolher só um. Gosto muito do trecho entre a praça Ramos de Azevedo, Teatro Municipal, Edifício Alexandre Mackenzie e Viaduto do Chá. Tenho um vínculo afetivo com a região, já que cresci ouvindo as histórias do meu pai e do meu avô, que trabalharam no Edifício Mackenzie.

De qual bairro você mais gosta?
Gosto do Bom Retiro pela diversidade cultural.  É um bairro de tolerância e convívio, com pontos comerciais movimentados e pontos residenciais mais calmos.

Onde você se diverte?
No Parque da Aclimação. É um lugar acolhedor perto da minha casa.

Qual é sua primeira memória da cidade?
Tenho duas memórias fortes: ficar impressionada com os prédios quando passeava com a minha mãe pela praça da República e a rua 7 de Abril e andar de bonde com a minha tia pela rua Silva Bueno, no Ipiranga. 

O que você quer para São Paulo daqui a 10 anos?
Quero uma cidade mais justa, onde os direitos fundamentais dos cidadãos sejam respeitados.